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EUA aprovam pílula que vai dedurar você para o médico
Publicado por:Priscila Pessatti, novembro - 16 - 2017

Médicos que costumam acompanhar de perto o tratamento de seus pacientes agora poderão contar com uma mãozinha da tecnologia. Para confirmar se suas orientações andam sendo seguidos à risca, eles precisarão apenas conferir as notificações do seu celular: o próprio comprimido acusa se foi ingerido — separando os bons pacientes daqueles que merecem um puxão de orelha na próxima consulta.

A pílula Abilify MyCite é uma criação da farmacêutica japonesa Otsuka, e costuma ser receitada para pacientes que sofrem de distúrbios como esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão. Recentemente, o remédio foi aprovado pela Food and Drugs Administration, agência do governo norte-americano. É o primeiro caso de “pílula digital” regularizado até hoje.

No interior do comprimido há um microssensor do tamanho de um grão de areia, feito de silício, cobre e magnésio — substâncias que não são estranhas para o nosso organismo. O sensor consegue armazenar informações sobre o medicamento e reuni-las em aplicativos. Esses dados podem ser acessados por até quatro pessoas próximas e familiares — ou pelo doutor, se o paciente assim concordar.

Um impulso elétrico é enviado no instante em que o comprimido entra em contato com o ácido do estômago. Quem recebe primeiro o sinal é uma pulseira, presa ao braço do paciente. No intervalo de 30 minutos a até 2 horas depois, ela repassa por Bluetooth ao aplicativo aspectos como o horário e a concentração ingerida. Depois disso, o sensor é expelido pelo corpo naturalmente.

A ideia é interessante porque pode impedir que pacientes se esqueçam de tomar remédios de uso contínuo, ou que fazem tratamentos a longo prazo. Espera-se que novas “pílulas digitais” sejam aprovadas nos próximos anos, diminuindo os gastos das famílias com medicamentos e o número de internações por falta de tratamento adequado. Dados oficiais mostram que, nos EUA, as perdas nesse sentido chegam à casa dos US$ 100 bilhões todos os anos.

Fonte: Superinteressante

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A Samsung registrou, em setembro do ano passado, quatro novas patentes que foram oficialmente cedidas pela USPTO na semana passada. Em meio a um monitor que pode ser enrolado, uma carteira e dois modelos de smartphones dobráveis, um dos projetos trata de um volante inteligente que vem com três displays integrados.
Embora não tenham sido divulgados maiores detalhes a respeito das patentes, o que pode ser notado nos esquemas fornecidos para os documentos é um volante que tem boa parte dos espaços entre os aros ocupados por displays que podem ser utilizados para exibir algumas informações – mas a Samsung não diz exatamente o que pode ser mostrado.

Conceito de volante

Essa escassez de informações se repete para os demais projetos, como é o caso do que parece ser um dispositivo móvel que pode ser compactado. Pode ser um monitor ou até mesmo um computador.
O terceiro produto é, surpreendentemente, uma carteira. Não há qualquer indício de que ela seja uma smart-wallet ou qualquer coisa parecida, há apenas uma indicação curiosa sobre um “Samsung Card”, mas não há mais detalhes a respeito.
Por fim, a coreana registrou também dois tipos diferentes de mecanismos de dobragem para smartphones, um no sentido horizontal e outro no vertical.

Fonte: TECMUNDO

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Nova tendência na programação de apps é o sonho dos hackers
Publicado por:Priscila Pessatti, julho - 19 - 2017

Toda vez que você procura algo no Google, pede um Uber ou faz login em uma conta bancária, seus dados pessoais provavelmente fluem nos bastidores através de uma série de pacotes de software diferentes e independentes que são conhecidos como contêineres.

Embora invisível para o usuário, esse método se tornou o principal modo de codificar aplicativos hoje em dia. Os programadores gostam porque podem mudar um recurso sem desfazer o trabalho de seus colegas e isso ajuda o software a rodar de forma mais eficiente, economizando dinheiro para as empresas.

Mas o processo também está dando aos hackers muitas maneiras novas de roubar a informação das pessoas. Em vez de irem diretamente para um lugar, os dados de um usuário podem pular entre dezenas de contêineres para fazer uma única ação. Os hackers só precisam ter acesso a um deles.

Por causa da maneira em que a maioria dos contêineres é projetada, eles são caixas-pretas em uma rede. Os administradores podem não ter nem ideia do que está acontecendo dentro deles.

Essa ameaça passou em grande parte despercebida por um tempo, à medida que os contêineres proliferavam em todo o setor de software.

Em 2014, isso chamou a atenção de Sameer Bhalotra, ex-diretor sênior de segurança cibernética do presidente Barack Obama e ex-funcionário da Google. Bhalotra criou a StackRox para abordar novas técnicas que exploram a tecnologia dos contêineres.

“As empresas estão avançando às cegas”, disse Bhalotra, falando publicamente sobre sua startup pela primeira vez. “Muitas vezes elas não sabem se um contêiner foi desativado por design — porque deixou de ser necessário à medida que a atividade dos usuários diminuiu — ou devido a um erro de configuração de TI, a um erro humano ou a um invasor.”

A StackRox é financiada por vários dos principais diretores de segurança do Vale do Silício, como Joe Sullivan da Uber Technologies, Alex Stamos da Facebook e Justin Somaini da SAP. A StackRox está a ponto de finalizar uma nova rodada de financiamento, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto.

Um quarto de todas as grandes empresas usa contêineres atualmente e os gastos corporativos com essa tecnologia deverão dobrar nos próximos dois anos, para US$ 2 bilhões, de acordo com a 451 Research. Muitas empresas usam o software da Docker, uma startup avaliada em US$ 1 bilhão pelos investidores.

Jay Lyman, um analista da empresa de pesquisa, disse que há uma “mentalidade de corrida do ouro” para adotar essa ferramenta sem uma avaliação completa dos riscos. “A segurança é o desafio número 1”, disse ele.

Uma característica dos contêineres que os hackers estão explorando ativamente é que eles são efêmeros, disse Bhalotra. Nos ataques estudados por sua empresa, os contêineres utilizam uma espécie de “interruptor de suicídio”, que controla quando eles são desligados, e os hackers que conseguem entrar geralmente instalam softwares maliciosos para ativar esses interruptores.

O código permite que eles apaguem todas as evidências de que estiveram lá. “Empresas com infraestruturas avançadas de TI estão adotando os contêineres, mas não sabem muito bem como lidar com a segurança”, escreveu Stamos, diretor de segurança da Facebook e financiador da StackRox, em um e-mail.

Fonte: Exame

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