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Um ano de realinhamento para a propriedade intelectual e o direito autoral
Publicado por:Priscila Pessatti, dezembro - 26 - 2017

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) poderá considerar o ano de 2017 como mais um ano de realinhamentos.

A aprovação do Projeto de Lei de iniciativa do Senado (nº. 62/2017), no mês de agosto, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) foi um passo importante, dado o escopo de assegurar ao INPI que os recursos obtidos por meio dos serviços por ele prestados sejam reinvestidos no próprio órgão, o que neste ano impediria a medida adotada pelo governo federal de limitar o empenho de custeio e investimento a R$ 50,2 milhões, mesmo diante da receita estimada em R$ 422,4 milhões.

Além da questão financeira, a retirada de responsabilidade do Instituto também foi uma das medidas adotadas para agilizar as decisões do INPI. Isto porque o Procedimento Administrativo de averbação de licença e cessões de direitos de propriedade Industrial e de registro de contratos de transferência de tecnologia e de franquia sofreu drástica alteração com a entrada em vigor da Instrução Normativa 70/17. A principal delas visa a exclusão, da análise do INPI em questões tributárias e cambiais, previstas nos contratos, o que agora será feito pelo Banco Central e pela Receita Federal.

Outras medidas também foram adotadas para diminuir o tempo de análise e trânsito de informações, tais como, as relacionadas aos programas de computador e as patentes.

A medida vai ao encontro da crescente tendência de registros de programas de computador que no primeiro semestre de 2017 apresentou um aumento de 58,2% em comparação ao exercício anterior, o que ocasionou, consequentemente, morosidade no fluxo de emissão de certificados.

Assim, em setembro, entrou em vigor novo sistema online de registro de software, o qual desburocratizou o procedimento de concessão de certificado, reduzindo para dias o prazo para sua emissão.

Mas nenhuma destas providências que visa a celeridade na análise e concessão de registro foi tão comentada quanto a da patente.

Dessa forma, neste ano foi aberta consulta pública, pelo INPI e o Ministério da Indústria sobre proposta de norma que visa a concessão simplificada de patente.

Tal medida tem o intuito de reduzir drasticamente a excessiva demora no exame de patentes, o que tem sido constante alvo de cobrança e ataques feitos ao INPI, principalmente se comparada ao procedimento realizado em outros países.

Recente estudo demonstra que a espera por patente no Brasil leva 11 anos, mesmo após aumento nas concessões e queda nos pedidos de patentes, registrados, pelo INPI, no primeiro semestre de 2017.

Contudo, mesmo diante deste quadro moroso, a decisão da abertura de consulta pública gerou grandes divagações a respeito da aprovação sumária de grande parte das cerca de 200 mil patentes pendentes de decisão, com exceção das medicamentosas.

É nítido o interesse do INPI em resolver os problemas no atraso da concessão de patentes, o que tem prejudicado os depositantes, com perdas de contratos e até mesmo, por vezes do objeto.

Ocorre que, a concessão sumária resolverá o problema da morosidade, mas não fará uma análise do mérito, o que por certo incidirá em medidas judiciais. O problema, a bem da verdade, está sendo visto como uma retirada de responsabilidade de forma completamente prejudicial ao depositante.

Outra novidade, ainda no campo da patente, refere-se a parceria entre o INPI e o Sebrae, que, juntamente, implementaram um Projeto Piloto para facilitar a inserção de produtos e serviços inovadores desenvolvidos por pequenas e médias empresas no mercado brasileiro através da concessão da patente no menor tempo possível.

O exame prioritário é voltado para produtos e serviços inovadores desenvolvidos pela ICTs – Instituições de Ciências e Tecnologia.

O texto prevê que os pedidos aceitos no Projeto Piloto tenham decisão final divulgada no prazo de oito a dez meses, o mesmo que ocorre no programa de patentes verdes, voltadas para produtos e serviços destinados ao meio ambiente.

A celeridade também marcou algumas importantes decisões, que estavam há anos aguardando uma conclusão.

Trata-se da concessão do selo de indicação geográfica para mel produzido no oeste do Paraná; farinha de Cruzeiro do Sul (Acre); artesanatos, lançados pelo Sebrae, para produtos de 8 regiões brasileiras e produtores de erva-mate de São Mateus do Sul.

Houve ainda, agora para marca, importante decisão reconhecendo as marcas: “Caixa” (Banco Estadual Brasileiro); Brastemp e Consul, como sendo de alto renome. A importância refere-se a seleta lista, que inclui apenas 47 marcas no Brasil.

No campo do Direito Autoral, foi pacificada a posição do STJ a respeito das plataformas de streaming de música, como Spotify, Deezer e Apple Music, que também farão pagamentos para o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

A decisão foi exarada pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou legítima a arrecadação relativa aos direitos autorais em um caso envolvendo o Ecad e a Oi FM, rádio da operadora de telecomunicações que também realizava transmissões pela internet.

Para os ministros a arrecadação é lícita, pois está de acordo com a Lei de Direitos Autorais, haja vista a transmissão via streaming se tratar de exibição pública de obra musical, que considera como local de frequência coletiva onde quer que se transmitam obras musicais, inclusive a internet, sendo irrelevante a quantidade de pessoas que se encontram no ambiente de exibição musical.

Enquanto 2017 encerrou demandas judiciais de grande relevância e com o seu desfecho aguardado, como é o caso do streaming, outras foram iniciadas, como:

>> Spotify processado por violação de direitos autorais pela Bluewater Music e pela distribuidora Rob Gaudino. Mais de 2500 canções das duas empresas foram listadas pela empresa, dentre elas: “Can´t take my eyes of you”; “Rag Dolls” e “Bye, bye baby”;

>> Batalha judicial entre a empresa Rearden contra a Disney pela utilização da tecnologia Mova Contour Reality Capture nos filmes “A Bela e a Fera”, “Vingadores” e “Guardiões da Galáxia”.

Os acontecimentos narrados acima, demonstram que diversas medidas foram tomadas tanto pelo INPI quanto pelo Judiciário neste ano de 2017 visando a um realinhamento na proteção de direitos e estabelecimentos de garantias. Resta analisar se estas medidas serão proveitosas para a sociedade, que busca uma resposta coerente aos seus anseios e não apenas uma medida de extrema urgência e prejudicial aos depositantes, além do consumidor em geral.

* Priscila Romero Gimenez Bratefixe, advogada, especialista em Propriedade Intelectual e sócia do escritório Có Crivelli Advogados

Fonte: Estadão

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Justiça rejeita recurso da Samsung em caso de patente da Apple
Publicado por:Priscila Pessatti, dezembro - 05 - 2017

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos manteve nesta segunda-feira a decisão anterior da justiça que obriga a Samsung a pagar uma multa de US$ 120 milhões à Apple em um processo de violação de patentes, na mais recente de uma série de batalhas legais entre as duas grandes fabricantes de smartphones.

Os juízes americanos mantiveram, sem fazer comentários, um veredicto do tribunal de recursos de 2016, confirmando a vitória da Apple, que processou a Samsung por quebra de patentes do sistema de desbloqueio por deslizamento e outros recursos usados ​​em smartphone.

O caso é separado de uma batalha maior em tribunais de patentes, na qual a Samsung foi inicialmente condenada a pagar US$ 1 bilhão para a fabricante do iPhone. Esse caso terá um novo julgamento sobre alguns elementos dos danos concedidos.

A decisão de segunda-feira envolveu algumas características de smartphones que a Apple alegou que foram copiadas pela fabricante sul-coreana. A Samsung argumentou que esses recursos eram “óbvios” e, portanto, não podiam ser patenteados.

A Apple tentou obter cerca de US$ 2,2 bilhões no julgamento, mas conseguiu que o júri lhe concedesse apenas US$ 119,6 milhões. Um painel de recursos anulou esse veredicto, mas o painel de apelações completo restituiu essa multa em outubro de 2016, por 8 votos a 3.

A Samsung disse em uma declaração que seu argumento contava com o apoio de “muitos que acreditavam que o tribunal deveria ouvir o caso para restabelecer padrões justos que promovam a inovação e previnam o abuso do sistema de patentes”.

A empresa observou que uma das patentes da Apple em questão neste caso foi invalidada pelos tribunais “e, no entanto, a decisão de hoje permite que a Apple lucre injustamente com esta patente, dificulte a inovação e coloque a concorrência na sala de tribunal em vez de no mercado”.

Contatada pela AFP, a Apple não respondeu imediatamente um pedido para comentar a decisão.

Em 2014, a Samsung e a Apple concordaram em abandonar todas as disputas de patentes fora dos Estados Unidos, marcando um cessar-fogo parcial em uma guerra legal entre os dois gigantes da tecnologia mundial.

Fonte: Exame

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Inventor do Bina, Nélio Nicolai morre em Brasília aos 77 anos
Publicado por:Priscila Pessatti, outubro - 17 - 2017

Morreu na quarta-feira (11) em Brasília o engenheiro eletrotécnico Nélio José Nicolai, cuja invenção mais famosa é o Bina – sistema identificador de chamadas por telefone. Ele tinha 77 anos e deixa quatro filhos e dois netos.

Nicolai estava se recuperando de um acidente vascular-cerebral (AVC) que tinha sofrido há cerca de cinco meses. Nos últimos dias, no entanto, apresentou complicações pulmonares. Ele morava no Lago Norte. O enterro foi na quinta (12).

Engenheiro Nélio Nicolai segura documento de patente (Foto: Arquivo Pessoal)
Engenheiro Nélio Nicolai segura documento de patente (Foto: Arquivo Pessoal)

Ao G1, a filha dele, a empresária Michelle Nicolai, definiu o pai como “cativante”. “Ele é o melhor pai do mundo. As pessoas não tiveram a oportunidade de ver tudo o que a gente viu.”

“Meu pai lutou muito, não só pelos inventos dele, mas também pelo país. O sonho dele era construir uma faculdade de tecnologia, onde as pessoas que têm essa veia criativa poderiam colocar isso para fora.”

“Muitas vezes teve oportunidade de sair do país, mas ele dizia que queria lutar pelo Brasil, de trazer as invenções e os benefícios para o Brasil. Ele dizia que o brasileiro é muito criativo. O que chamam de ‘jeitinho brasileiro’ ele chama de dom que Deus deu: a criatividade”, continuou Michelle.

Segundo ela, viver com o pai era estar cercada sempre de novos apetrechos no dia a dia. “Ele tinha várias outras invenções. Quando você passa o cartão e alerta o celular, aquilo é invenção dele. O telefone fixo no celular também é invenção dele.

Ela contou ainda que o pai era muito apegado à religião, inclusive alegando que diversas ideias vinham de visitas de Deus em sonhos. “Às vezes eu o via sentado no sofá, perguntava o que estava fazendo e ele dizia que Deus estava contando mais um segredo”, lembra.

Genro de Nicolai, o empresário Paulo Lins diz que ele era à frente do tempo. “É alguém com pensamento de fato no futuro, com objetivo de trazer o futuro para o presente. Era um desbravador de fronteiras. Se pedir, ele ia apresentar ideia para tudo que o mundo precisa hoje.”

Bina

Mesmo sendo inventor de uma ferramenta usada por milhões de aparelhos todos os dias, Nicolai não chegou a aproveitar dos frutos da engenhoca. O ex-jogador de futebol transformado em técnico em comunicações travava uma batalha judicial pelo reconhecimento dos direitos de uso do Bina havia mais de 15 anos.

Em 1997, Nicolai recebeu do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a patente do Bina, após cinco anos de espera. Este instrumento não impede a utilização de uma ideia, mas prevê em troca o pagamento dos direitos.

Documento em mãos, pediu às empresas telefônicas o pagamento dos direitos. “Uma das empresas me disse: ‘Vá à justiça, talvez seus bisnetos recebam algo’. Então decidi defender os direitos de meus bisnetos”, afirmou em entrevista à época.

Se recebesse o que pede, Nicolai seria milionário. A família diz que também o Brasil se beneficiaria com o reconhecimento, uma vez que haveria perspectiva de arrecadar mais impostos.

Para Michelle Nicolai, o Bina era assunto quase todos os dias em casa. “Ele dizia que se uma porta fechava, ele já ia procurava outra. É claro que aquilo doía, mas ele nunca se sentiu injustiçado. As pessoas não têm noção do tanto que a gente é feliz e tem uma família unida.”

Fonte: G1

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A Samsung registrou, em setembro do ano passado, quatro novas patentes que foram oficialmente cedidas pela USPTO na semana passada. Em meio a um monitor que pode ser enrolado, uma carteira e dois modelos de smartphones dobráveis, um dos projetos trata de um volante inteligente que vem com três displays integrados.
Embora não tenham sido divulgados maiores detalhes a respeito das patentes, o que pode ser notado nos esquemas fornecidos para os documentos é um volante que tem boa parte dos espaços entre os aros ocupados por displays que podem ser utilizados para exibir algumas informações – mas a Samsung não diz exatamente o que pode ser mostrado.

Conceito de volante

Essa escassez de informações se repete para os demais projetos, como é o caso do que parece ser um dispositivo móvel que pode ser compactado. Pode ser um monitor ou até mesmo um computador.
O terceiro produto é, surpreendentemente, uma carteira. Não há qualquer indício de que ela seja uma smart-wallet ou qualquer coisa parecida, há apenas uma indicação curiosa sobre um “Samsung Card”, mas não há mais detalhes a respeito.
Por fim, a coreana registrou também dois tipos diferentes de mecanismos de dobragem para smartphones, um no sentido horizontal e outro no vertical.

Fonte: TECMUNDO

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Brasil questiona requisitos para patente de cura da hepatite C
Publicado por:Dayse, outubro - 04 - 2017

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), o órgão do governo brasileiro encarregado de analisar pedidos de patentes, divulgou um parecer técnico rejeitando alguns dos requisitos de patenteabilidade do medicamento que, combinado a outras drogas, elevou as chances de cura da hepatite C para 90%. A decisão não é final e não significa que a patente foi recusada. Mas pode embasar, no futuro, a rejeição do pedido. Quando isso acontece, outras empresas também podem fabricar e vender o medicamento, geralmente, a preços menores. No caso do tratamento para hepatite C, o acesso à droga, chamada sofosbuvir – ou Sovaldi, seu nome comercial –, é uma questão de saúde pública mundial. O alto preço da medicação, que já chegou a custar US$ 1.000 por comprimido nos Estados Unidos, impede a popularização do tratamento, que ganhou o apelido de “destruidor de orçamento” dos governos.

A hepatite C já tem cura. Por que ela continua inacessível?

O parecer faz parte do processo de análise e indica que o técnico do Inpi não reconheceu alguns dos requisitos apresentados pela fabricante, a empresa americana Gilead Sciences, como passíveis de proteção comercial. No documento, a descrição do processo químico para chegar à droga foi considerada inadequada por não estar escrita de “maneira clara e precisa”. Alguns requisitos de atividade inventiva também não foram reconhecidos no parecer. A Gilead tem 90 dias para responder às críticas. E, ainda que depois disso a patente chegue a ser recusada, a fabricante também pode recorrer.

O documento foi considerado por entidades que defendem a popularização de tratamentos farmacêuticos como um sinal de que há mais espaço para a negociação de preço do governo brasileiro com a empresa fabricante. “Esperamos agora que o governo utilize esta decisão para revisar o contrato com a Gilead”, afirma Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GTPI), entidade que estuda o impacto nas patentes na saúde pública. “Deve exigir uma redução imediata dos preços para os menores patamares internacionais e trabalhar para incluir fornecedores genéricos nos próximos processos de compra.”

Quanto custa ao Brasil prorrogar patentes de medicamentos?

Desde setembro de 2015, o governo brasileiro passou a distribuir o novo tratamento na rede pública, mas primeiro para apenas alguns pacientes que atendiam a requisitos como gravidade do quadro. Em julho, o Ministério da Saúde anunciou que todos diagnosticados serão incluídos na cobertura, independentemente do grau de avanço da doença. Até o primeiro semestre de 2018, serão incluídas as pessoas com grau 2 de comprometimento do fígado. A partir daí, pacientes com grau 1 e 0. O preço do tratamento, porém, ainda representa um problema para o escasso orçamento da saúde.

Na última compra do medicamento, em agosto, o Ministério da Saúde pagou R$ 13.000 pelo sofosbuvir de cada kit de tratamento de 12 semanas. O valor é mais alto que o praticado em outros países. A empresa fabricante, a Gilead, diz adequar os preços de seu medicamento à realidade do país e ao número de pessoas infectadas. Por isso, em países com menor renda, como a Índia, autorizou a produção de genéricos – e o custo despencou. Lá, o tratamento de 12 semanas com o sofosbuvir genérico custa cerca de R$ 1.000. O Brasil e outros países de renda média – segundo padrões do Banco Mundial – não estavam entre esses possíveis compradores. A Gilead afirma que a decisão de restringir o acesso aos genéricos aos países de renda média é consequência das normas de seu programa de acesso.

Em busca de preços justos para os medicamentos

Se a patente for negada no Brasil, o tratamento pode ficar mais acessível. Uma estimativa do GTPI calculou que seria possível tratar todos os pacientes com hepatite C no Brasil até 2019. Para isso, o governo brasileiro teria de pagar o preço do sofosbuvir genérico. Se continuar pagando pelo preço da compra de 2016, por exemplo, R$ 270, serão necessários 47,7 anos para tratar 80% das pessoas com o vírus, a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse caso, só em 2063 todos teriam tido acesso ao tratamento. A estimativa mais atual calcula que 1,6 milhão de brasileiros tenham o vírus, mas a maior parte não sabe porque a doença é silenciosa. Segundo o Ministério da Saúde, até abril deste ano, 55 mil pessoas já tiveram acesso ao medicamento.

Um estudo feito por integrantes da OMS analisou os preços do sofosbuvir em 30 países, de nações ricas, como os Estados Unidos, a países de renda baixa, como a Índia, passando pelos de renda média, como o Brasil. O levantamento, publicado em 2016 na revista científica Plos ONE, chegou à conclusão de que os preços são inacessíveis no mundo todo, mesmo levando em conta os diferentes níveis de riqueza entre os países. A Turquia e a Polônia, por exemplo, sofrem com os preços altos para a realidade da população. Na classificação dos pesquisadores, o Brasil é considerado um dos países que conseguiram alguns dos melhores preços – não que isso signifique exatamente valores baixos. “Os preços atuais ameaçam a sustentabilidade do sistema de saúde e impedem que muitos países consigam fornecer o tratamento em larga escala”, escreveram os autores.

O sofosbuvir, aprovado nos Estados Unidos em 2013 e no Brasil em 2015, mudou a história da hepatite C. Aumentou significativamente as chances de cura, encurtou o tratamento e reduziu os efeitos colaterais. Um dos protocolos antigos mais usados consistia em injeções semanais de interferon peguilado, que provocava fortes efeitos colaterais, como irritabilidade, dores musculares e indisposição, além de três a cinco comprimidos de ribavirina. O protocolo durava entre 24 e 72 semanas e, ao fim, apenas cerca de 40% dos pacientes se curavam. Muitos repetiam os ciclos, com algumas variações na medicação, várias vezes ao longo da vida. Não raro, boa parte desistia de se tratar, algo preocupante porque continuava como transmissor em potencial do vírus. Com o sofosbuvir, combinado com outras drogas modernas, como o simeprevir e o daclatasvir, as chances de cura pularam para 90%, num tratamento que dura entre três e seis meses e tem menos efeitos colaterais.

Fonte: ÉPOCA

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Se você sai para correr ou pedalar durante a noite, é importante usar uma luz de segurança. Esses acessórios piscam continuamente e permitem que motoristas e pedestres enxerguem você à distância e, com isso, prestem mais atenção no seu trajeto. O recurso comprovadamente evita acidentes, e, por isso, a Apple que transformar o iPhone em um substituto para esses dispositivos.

A ideia da empresa nesta patente registrada em maio deste ano é que o corredor ou ciclista prenda o iPhone em seu braço com algum acessório que ele já use durante suas sessões de exercícios físicos. Em seguida, ele ativaria a função de luz de segurança para que o flash ou a tela do aparelho ficasse piscando ou oscilando.

Outra função detalhada na mesma patente sugere que o iPhone poderia ser sincronizado com algum app de música para que o display fique piscando de acordo com o som. Isso seria interessante especialmente para quem gosta de fazer festas em casa, sendo que o recurso ajudaria a dar um clima de balada para o ambiente.

Essa patente ainda não foi aprovada, mas já foi tornada pública pelo órgão norte-americano que cuida de propriedade intelectual nos EUA. Ainda assim, talvez a Maçã não consiga esse registro, sendo que já existem apps na App Store que replicam essas duas funções praticamente da mesma forma descrita pela Maçã.

Fonte: TECMUNDO

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Motorola registrou a patente para uma tecnologia que é capaz de reparar sozinha danificações na tela do celular. Segundo a patente, o display poderia se recuperar de estragos provocados por impactos, como trincas e rachaduras. A ideia, que faz uso de um polímero especial, busca desenvolver um tipo de material transparente que não apenas ofereça mais resistência a danos, como também tenha capacidade de se restaurar após acidentes mais sérios.

Apesar disso, vale lembrar que a concessão da patente não garante que a tecnologia já esteja pronta. Também não é possível afirmar que o recurso será aplicado efetivamente nos celulares da marca no futuro.

O princípio de funcionamento do material criado pela Motorola usa calor. O polímero tem características similares às das memory foams (espumas de memória, em português) e tende a restaurar sua forma quando submetido a altas temperaturas. Caso a ideia se comprove viável comercialmente, a tela que se recupera sozinha pode aposentar o vidro “inquebrável” do Moto Z2 Force.

Assim, sempre que o display sofresse algum dano e precisasse ser reparado, seria necessário apenas aquecer o telefone para que polímero agisse, consolidando-se em um arranjo que cobriria os danos. A Motorola menciona, inclusive, a possibilidade de usar um aplicativo para orientar o processo de produção de calor pelo próprio celular para ativar o composto da tela.

Patente descreve um material capaz de reagir ao calor, recuperando quebras e trincas na tela (Foto: Divulgação/USPTO)
Patente descreve um material capaz de reagir ao calor, recuperando quebras e trincas na tela (Foto: Divulgação/USPTO)

Alguns detalhes dessa tecnologia, caso venha mesmo aparecer em produtos da marca, ficam em aberto, como a possibilidade de o polímero não ser confortável ao toque dos dedos como o vidro. Além disso, não há informações sobre a vida útil do material, principalmente depois de constantes ciclos de aquecimento, que podem comprometer a tela que se restaura sozinh

 Fonte: Tectudo
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A fabricante americana de calçados Crocs perdeu uma disputa judicial pela patente do seu produto mais famoso, o tamanco de tipo clog. A empresa acusava sua maior concorrente, a USA Dawgs, e outras fabricantes de terem copiado o famoso design emborrachado do tamanco, e exigia reparações financeiras. A Agência de Patentes e Marcas Registradas dos EUA, entretanto, rejeitou a acusação, afirmando que um pedido de registro do mesmo modelo já tinha sido publicado mais de um ano antes de a Crocs solicitar a patente.

A batalha nos tribunais durou cinco anos e pode significar para a Crocs a perda de uma fatia considerável do mercado de calçados. Apesar de serem consideradas “feias” por muita gente, as sandálias de plástico do tipo ‘clog’ venderam milhões de unidades em todo o mundo, e conquistaram uma legião de fãs por serem considerados muito confortáveis – entre eles, alguns atores famosos de Hollywood e até famosos chefes de cozinha.
De acordo com o site de notícias Footwear News, especializado na cobertura do setor de sapatos, a decisão de rejeitar a patente da Crocs foi da advogada de moda de Nova York Elizabeth Kurpis, que integra a Agência de Patentes e Marcas Registradas. Segundo ela, a empresa tem 30 dias a partir do dia 11 de agosto para apresentar recursos contra a decisão. Se isso não acontecer, perderá para sempre o direito de requerer a propriedade intelectual do design do tamanco clog.

Imbróglios judiciais entre a Crocs e a USA Dawgs ocorrem desde 2006 nos tribunais americanos. Em agosto do ano passado, por exemplo, a Dawgs apresentou uma queixa de 110 páginas em que acusava 18 funcionários e diretores da Crocs de violar as leis antitruste dos Estados Unidos, a fim de ajudar a empresa a obter uma vantagem desproporcional no mercado.

O tamanco da Crocs foi lançado em 2002 por três entusiastas de esportes náuticos, que desenvolveram um material leve, à prova d’água e antiderrapante. A empresa está sediada na cidade de Niwot, no estado do Colorado, nos Estados Unidos.

Fonte:  Estadão

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