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Inventor do Bina, Nélio Nicolai morre em Brasília aos 77 anos
Publicado por:Priscila Pessatti, outubro - 17 - 2017

Morreu na quarta-feira (11) em Brasília o engenheiro eletrotécnico Nélio José Nicolai, cuja invenção mais famosa é o Bina – sistema identificador de chamadas por telefone. Ele tinha 77 anos e deixa quatro filhos e dois netos.

Nicolai estava se recuperando de um acidente vascular-cerebral (AVC) que tinha sofrido há cerca de cinco meses. Nos últimos dias, no entanto, apresentou complicações pulmonares. Ele morava no Lago Norte. O enterro foi na quinta (12).

Engenheiro Nélio Nicolai segura documento de patente (Foto: Arquivo Pessoal)
Engenheiro Nélio Nicolai segura documento de patente (Foto: Arquivo Pessoal)

Ao G1, a filha dele, a empresária Michelle Nicolai, definiu o pai como “cativante”. “Ele é o melhor pai do mundo. As pessoas não tiveram a oportunidade de ver tudo o que a gente viu.”

“Meu pai lutou muito, não só pelos inventos dele, mas também pelo país. O sonho dele era construir uma faculdade de tecnologia, onde as pessoas que têm essa veia criativa poderiam colocar isso para fora.”

“Muitas vezes teve oportunidade de sair do país, mas ele dizia que queria lutar pelo Brasil, de trazer as invenções e os benefícios para o Brasil. Ele dizia que o brasileiro é muito criativo. O que chamam de ‘jeitinho brasileiro’ ele chama de dom que Deus deu: a criatividade”, continuou Michelle.

Segundo ela, viver com o pai era estar cercada sempre de novos apetrechos no dia a dia. “Ele tinha várias outras invenções. Quando você passa o cartão e alerta o celular, aquilo é invenção dele. O telefone fixo no celular também é invenção dele.

Ela contou ainda que o pai era muito apegado à religião, inclusive alegando que diversas ideias vinham de visitas de Deus em sonhos. “Às vezes eu o via sentado no sofá, perguntava o que estava fazendo e ele dizia que Deus estava contando mais um segredo”, lembra.

Genro de Nicolai, o empresário Paulo Lins diz que ele era à frente do tempo. “É alguém com pensamento de fato no futuro, com objetivo de trazer o futuro para o presente. Era um desbravador de fronteiras. Se pedir, ele ia apresentar ideia para tudo que o mundo precisa hoje.”

Bina

Mesmo sendo inventor de uma ferramenta usada por milhões de aparelhos todos os dias, Nicolai não chegou a aproveitar dos frutos da engenhoca. O ex-jogador de futebol transformado em técnico em comunicações travava uma batalha judicial pelo reconhecimento dos direitos de uso do Bina havia mais de 15 anos.

Em 1997, Nicolai recebeu do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a patente do Bina, após cinco anos de espera. Este instrumento não impede a utilização de uma ideia, mas prevê em troca o pagamento dos direitos.

Documento em mãos, pediu às empresas telefônicas o pagamento dos direitos. “Uma das empresas me disse: ‘Vá à justiça, talvez seus bisnetos recebam algo’. Então decidi defender os direitos de meus bisnetos”, afirmou em entrevista à época.

Se recebesse o que pede, Nicolai seria milionário. A família diz que também o Brasil se beneficiaria com o reconhecimento, uma vez que haveria perspectiva de arrecadar mais impostos.

Para Michelle Nicolai, o Bina era assunto quase todos os dias em casa. “Ele dizia que se uma porta fechava, ele já ia procurava outra. É claro que aquilo doía, mas ele nunca se sentiu injustiçado. As pessoas não têm noção do tanto que a gente é feliz e tem uma família unida.”

Fonte: G1

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Motorola registrou a patente para uma tecnologia que é capaz de reparar sozinha danificações na tela do celular. Segundo a patente, o display poderia se recuperar de estragos provocados por impactos, como trincas e rachaduras. A ideia, que faz uso de um polímero especial, busca desenvolver um tipo de material transparente que não apenas ofereça mais resistência a danos, como também tenha capacidade de se restaurar após acidentes mais sérios.

Apesar disso, vale lembrar que a concessão da patente não garante que a tecnologia já esteja pronta. Também não é possível afirmar que o recurso será aplicado efetivamente nos celulares da marca no futuro.

O princípio de funcionamento do material criado pela Motorola usa calor. O polímero tem características similares às das memory foams (espumas de memória, em português) e tende a restaurar sua forma quando submetido a altas temperaturas. Caso a ideia se comprove viável comercialmente, a tela que se recupera sozinha pode aposentar o vidro “inquebrável” do Moto Z2 Force.

Assim, sempre que o display sofresse algum dano e precisasse ser reparado, seria necessário apenas aquecer o telefone para que polímero agisse, consolidando-se em um arranjo que cobriria os danos. A Motorola menciona, inclusive, a possibilidade de usar um aplicativo para orientar o processo de produção de calor pelo próprio celular para ativar o composto da tela.

Patente descreve um material capaz de reagir ao calor, recuperando quebras e trincas na tela (Foto: Divulgação/USPTO)
Patente descreve um material capaz de reagir ao calor, recuperando quebras e trincas na tela (Foto: Divulgação/USPTO)

Alguns detalhes dessa tecnologia, caso venha mesmo aparecer em produtos da marca, ficam em aberto, como a possibilidade de o polímero não ser confortável ao toque dos dedos como o vidro. Além disso, não há informações sobre a vida útil do material, principalmente depois de constantes ciclos de aquecimento, que podem comprometer a tela que se restaura sozinh

 Fonte: Tectudo
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